Friday, September 22, 2006

Michael Moore depois do 11 de setembro

Livros, programas, filmes... a indústria cultural fez o seu papel e usou a tragédia como uma grande vertente de idéias e lançamentos. Porém hoje, após cinco anos, uma das obras lançadas em 2004 ainda se destaca como a mais agressiva.
Com uma história engatilhada a partir do pânico da queda das torres gêmeas, o filme Farenheit 11 de setembro, destila veneno contra o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Não que isso seja alguma novidade, pois as teorias sobre o ocorrido são muitas (outra grande vertente de idéias). Mas nesse caso, a reconstrução da trajetória da força Bush usa de imagens e dados que se tornam argumentos convincentes. Além de ter se tornado um sucesso de bilheteria.
Dirigido e produzido pelo democrata Michael Moore, o documentário arrecadou muito mais do que qualquer outro filme do gênero nos Estados Unidos, ultrapassando a marca de 100 milhões de dólares. E não foi só isso. O trabalho de Moore também levou pra casa a Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes. Também neste, conquistou façanhas para seu gênero. Foi o segundo documentário da história do festival a levar o prêmio.
A proposta é mostrar uma faceta “monstro” de Bush. Um histórico que apresenta empresas fraudulentas e ligações com os Bin Laden e a monarquia saudita. Aponta fraudes nas eleições presidenciais de 2000 (e sua vitória sobre Al Gore, mesmo quando este recebeu mais votos), decisões equivocadas após os atentados, e as razões deturpadas sobre a invasão do Iraque.
Acusações falsas ou verdadeiras. Difícil afirmar. Mas uma coisa é certa. O filme é declaradamente Anti-Bush e uma ótima propaganda contra o polêmico governo americano atual. Os números elevados de bilheteria, mesmo em território americano, é uma prova feroz disso.

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